quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dirceu Leite se apresenta neste sábado em Rio das Ostras

Em sua segunda edição, a Concha Musical, projeto da Fundação Rio das Ostras de Cultura, apresenta neste sábado, dia 5, às 15 horas, show com Dirceu Leite, considerado um dos mais importantes instrumentistas de sopro em atividade no Brasil. O espetáculo acontece na Concha Acústica da Praça São Pedro, no Centro da cidade.
No repertório de Dirceu vão estar composições reunidas no CD Cacique Instrumental, uma homenagem inédita aos compositores do Cacique de Ramos que fizeram uma revolução na cultura brasileira.Para conhecer um pouco desse mestre do instrumental, basta dizer que Dirceu se apresenta com Zeca Pagodinho, Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Maria Rita, Beth Carvalho e outros ícones da MPB. No cinema teve participação na trilha do filme sobre a vida de Noel Rosa e do premiado “Os Desafinados”, este último sob a regência do maestro Wagner Tiso, de quem integra a banda.

São João da Barra também suspende os defiles de 7 de setembro

A secretaria de Educação e Cultura de São João da Barra, seguindo orientação da Coordenadoria Regional Norte Fluminense I, resolveu suspender os Desfiles Cívicos Escolares deste ano, que seriam realizados no centro da cidade e demais comunidades do município. A medida deve-se a ameaça do vírus H1N1 (gripe suína), que vem fazendo vítimas em todo país. Campos e Quissamã também acataram a decisão e este ano não haverá desfile pelas principais ruas das cidades.
Apesar do município de São João da Barra não ter detectado até o momento nenhum caso confirmado da doença, a secretaria de Educação vem seguindo as orientações no quem diz respeito à prevenção contra o vírus. Uma delas foi o adiamento do reinício das aulas para o dia 17 de julho. Para que sejam garantidos os 200 dias letivos, uma nova adequação foi feita no calendário escolar, com as aulas sendo repostas aos sábados.
Em relação aos desfiles, que teriam início no dia três nas comunidades de Açu e Cazumbá, ambas quinto distrito, e prosseguiriam nos dia quatro, cinco, seis e sete, respectivamente em Barcelos, Atafona, Grussaí e na sede do município, eles foram substituídos por trabalhos nas escolas em referência à data.

Assentados de Zumbi dos Palmares serão atendidos amanhã com serviços de saúde

O Programa de Assistência a Assentamentos, Acampamentos e Quilombolas, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria da Família e Assistência Social, vai ser realizado amanhã (03/09), a partir das 9h da manhã, na Escola Municipal de Jacarandá, e tem como meta atender as famílias dos assentamentos Zumbi dos Palmares 2 e 3. O programa, que acontecerá, na localidade durante três meses, deve atender em média 200 famílias, com assistência nas áreas de saúde e social. As comunidades serão atendidas com assistência médica de pediatria e clínica geral, farmacêutica, enfermagem, exames clínicos e laboratorias, teste rápido de HIV/AIDS, glicose capilar, vacinação e visitação das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Vereadores Campistas participam agora à tarde de reunião em Brasília sobre o pré-sal

Os vereadores Vieira Reis, Jorge Magal, Kellinho e Gil Vianna, que foram a base governista estão em Brasília hoje, para acompanhar a prefeita Rosinha Garotinho e sua equipe, em reuniões que acontecerão em Brasília para tratar do tema: o pré-sal e o futuro dos royalties do petróleo. A primeira reunião será agora às 14h, junto a ministros, senadores e deputados. A partir das 14h30, outra reunião acontecerá desta vez com diversos prefeitos do país, ligados à Associação Nacional de Municípios Produtores (Anamup). Às 18h30, uma terceira reunião está marcada na Aemerj.
Rosinha tem encontro marcado com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, alguns senadores e com a bancada fluminense do PMDB na Câmara de Deputados, entre eles, o presidente da comissão de Minas e Energia, Bernardo Ariston. Os royalties no pré-sal serão o foco central da reunião

terça-feira, 1 de setembro de 2009

IF FLuminense fica entre os cinco melhores Centro Universitários do país

Pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Federal Fluminense fica entre as melhores instituições de ensino do país em exame do Ministério da Educação. O MEC divulgou os Índices Gerais de Cursos das Instituições (IGC) referentes a todas as universidades, centros universitários e faculdades do país. O IF Fluminense obteve a quinta melhor nota entre os Centros Universitários. Divulgado anualmente, o resultado final do IGC é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). Com 275 pontos, o IF Fluminense garantiu nota 3.
O IGC de cada instituição de ensino superior do Brasil foi apresentado pela primeira vez em 2008, a partir dos resultados do CPC 2007, compreendendo todos os cursos das instituições avaliados pelo Enade dentro do triênio 2005-2006-2007. O IGC 2008, atualiza as informações de cada instituição, dentro do triênio 2006-2007-2008.

Ministério Público entra com ação contra as queimadas na região

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra as usinas Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Santa Cruz, Paraíso de Tocus, Sapucaia S/A e Pureza Indústria e Comércio (UPIC) para que elas cessem, imediatamente, o uso do fogo na monocultura da cana-de-açúcar nos municípios de Campos dos Goytacazes, Cambuci, São João da Barra, Itaocara, São Francisco de Itabapoana, Quissamã e São Fidélis. As queimadas, além de causar graves problemas à saúde dos trabalhadores e moradores da região, têm produzido danos ao meio ambiente como a destruição de espécimes da fauna e da flora. A ação corre na 2ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes (processo nº 2009.51.03.002354-4).
Segundo o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, autor da ação, ao inspirarem a fuligem produzida pelas queimadas, as pessoas com problemas respiratórios também ficam mais vulneráveis ao vírus H1N1, o que poderá aumentar a proliferação da doença nos municípios do norte fluminense.
Além das cinco usinas, o MPF está processando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e quer que todas as licenças e autorizações expedidas pelo instituto e todos os Termos de Ajuste de Conduta (TACs) que promovam a queima controlada da palha de cana-de-açúcar sejam anulados, paralisando de forma definitiva as atividades de queima. A ação decorre de um procedimento administrativo instaurado pelo MPF em 30 de julho de 2009 para investigar a queima vedada da cana no norte fluminense.
Desde maio de 1992, quando foi publicada a Lei Orgânica no município de Campos, as usinas vêm descumprindo a lei que proíbe as usinas de descarregar na atmosfera material particulado proveniente da queima de bagaço de cana, assim como emitir fumaça negra da combustão. A queimada da palha de cana descumpre também cláusulas do protocolo de Kyoto, nas quais os países-membros se comprometeram a reduzir a emissão de gases que contribuem com o efeito estufa até o ano de 2012.
Males das queimadas na cana – A fuligem oriunda da queimada causa, entre outros males: desequilíbrios na flora e fauna; diminuição da qualidade do ar nas cidades e o aumento do efeito estufa; destruição da camada de ozônio; surgimento de chuvas ácidas; diminuição da disponibilidade de nutrientes nos solos; impacto sobre à saúde das pessoas, principalmente as alérgicas e as que padecem de doenças respiratórias, inclusive crianças e idosos.

Bancada Fluminense vai se reunir com Sérgio Cabral para discutirem as mudanças do pré-sal

Na próxima segunda-feira (7/9), o governador Sérgio Cabral começa a articular inicialmente a bancada federal fluminense em defesa do Estado do Rio de Janeiro frente às mudanças que ainda serão analisadas e votadas no Congresso Nacional do novo marco regulatório do pré-sal, anunciado na última segunda-feira, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cabral, acompanhado de secretários de Estado, receberá a bancada (46 deputados federais e três senadores convidados), no Palácio Laranjeiras, para um jantar em que será feita uma apresentação do que pensa e defende o Governo do Estado.
- Já conversei com o presidente Michel Temer e com o presidente José Sarney, ambos de meu partido, o PMDB. Estamos discutindo algo absolutamente justo. Quero que a União tenha recursos para aplicar nos diversos estados da federação, mas estão fazendo desses recursos do pré-sal uma panaceia da salvação nacional, como se prejudicando o Rio de Janeiro, cujos direitos estão garantidos na Constituição Federal, os problemas do Brasil serão resolvidos daqui a 10 anos. Isso não é verdade. A receita vai aumentar, sim, mas os problemas também – assinalou Cabral.
Cabral esteve esta manhã em um programa de televisão detalhando o encontro que manteve com o presidente Lula no domingo passado para discutir a intenção do governo federal de distribuir os royalties do petróleo que será extraído da camada pré-sal. A ideia inicial era distribuir essa compensação financeira repassada a estados e municípios que participam no processo de produção e distribuição de petróleo a todos os estados brasileiros, inclusive para os que não produzem petróleo, o que seria uma mudança nas regras do setor.
- Mais uma vez, a tolerância e a capacidade de diálogo do presidente Lula foi decisiva. Com os secretários de Fazenda, Joaquim Levy, e Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, mostramos os prejuízos que a mudança de regra causaria ao Estado do Rio. E disse ao presidente: essa discussão não é para mim, essa discussão é para meus filhos e para meus netos. Estamos falando de algo que só vai efetivamente acontecer em 2019/2020. O fato é que até que o petróleo jorre vai demorar mais ou menos uns dez anos, de maneira que não estou pensando na minha receita, estou pensando no futuro do Rio de Janeiro - defendeu o governador. O governador ressaltou, no entanto, que a posição anunciada neste domingo como modelo de exploração e repasse de recursos a estados e municípios não lhe deixa tranquilo.
- Quando começou a reunião, o ministro Edison Lobão fez uma apresentação de como seria o conteúdo da mensagem. Nele, o Rio de Janeiro perderia cerca de 30% do que recebe de royalties e 100% de participação especial. Do ponto de vista constitucional, os estados devem receber essa equiparação. Mostrei ao presidente que o problema era sério. Se a mensagem fosse mandada dessa maneira ao Congresso Nacional era meia derrota já anunciada. Então, pedi que revisse essa posição. A reação do presidente foi muito boa. Ele simplesmente suspendeu a reunião e uma hora depois, ministros e técnicos voltaram para uma discussão final com a proposta que não meche absolutamente em nada e que é a que está hoje no Congresso Nacional – explicou.